Viagem a Amsterdão.


Adriano, Katy, Cris, Dete e Viviane

A chegada a Amsterdão foi no dia 31 de Outubro de 2002 e a partida foi, para o Adriano e a Cris na segunda de manhã (dia 4) e para mim e para a Katy no dia 8 à tarde. Os nossos anfitriões: A Dete, o Pedro e o Paulo, a Miriam e Roberto (com os filhos, Daniel e Lucas), aViviane (que nos acompanhou quase tanto como a Dete), Sarmento, Lucy, Lodewijk, e outros cujas fotos não aparecem ou cujos nomes tenho ainda mais medo de soletrar!

A ementa consistiu principalmente de passeios e, sobretudo, em conversas maravilhosas. No primeiro dia (31) chegámos (eu e Katy) demasiado tarde para fazer qualquer coisa, no dia 1 conhecemos o Sarmento e os seus admiráveis feitos no Brasil com crianças pobres (ele abandonou uma profissão lucrativa para se dedicar ao ensino gratuíto de jovens sem meios de pagar a um professor, e teve a maior taxa de sucesso nesse ano nos exames de admissão à Faculdade). Depois saímos, fomos ver a praça e almoçámos (às 5 da tarde) num restaurante chinês (ou seria vietnamita??). Depois fomos ao Dirck van der Boer (um supermercado) e marchámos para um jantar / festa em casa. As fotos do primeiro dia estão aqui.

No dia 2 foi a vez de dar um passeio pelas redondezas mais próximas e de fazer compras no mercado mais próximo. Temos umas fotos giras do grupo. À noite houve festa outra vez. Desta vez o pessoal veio ainda mais preparado com guitarras e tudo. Tivémos dois convidados de língua espanhola e a música correu pela voz de Lucy na língua de nuestros hermanos. Aqui vão as fotos da segunda festa!!!

Domingo (dia 3) foi o dia, finalmente, de darmos o tal passeio pelos canais de Amsterdão. Todos nós ficámos entusiasmadíssimos com o passeio mas foi a Dete que mais adorou!!

Tivemos ainda tempo para visitar a 'red light' e tirar umas fotos ao redor (não, nada de fotos de meninas em roupa interior e sex shops, isso foi só para nós). Ainda fomos ao Museu do Sexo, mas aquilo era uma grande indecência (no photos).

Dia 4 foi o dia da partida do Adriano e da Cris e também o dia em que eu e a Katy ficámos sozinhos. Fomos ver os jardins do Rijksmuseum, e visitámos o museu Van Gogh, encontrámos tulipas e jantámos no MacDonalds (é mesmo verdade), também passámos um serão com o meu primo Tony na quinta feira. Mas nunca conseguimos ir ao Rijksmuseum. Tirámos muitas fotos, por exemplo esta de uma catedral:
Deus ao luar

Ou então esta que revela as minhas (fracas) habilidades como ladrão furtivo em Amsterdão. Aqui estava eu (subtilmente) a tentar sacar a carteira de uma transeunte perdida em considerações. Não funcionou, ela tinha deixado a carteira em casa!
Carteirista!!


Amsterdão: a cidade que vende sonhos, mas onde sonhar só aparentemente é possível. Onde o sexo é aparentemente real, as drogas aparentemente belas, e a vida aparentemente organizada e com sentido. Mas onde, por trás da fachada, só o medo de Viver impera. Sonhos de rios de dinheiro, companhia fácil, tempo e poder... terrivelmente afastado da verdadeira ousadia de ser livre, livre para amar, para ousar viver, e concretizar os nossos sonhos mais profundos; aí residem as verdadeiras portas da felicidade... Uma vida feita de substitutos porque 'the real thing is just too scary or faraway'.
É um bocado como no Alentejo, só que ao contrário (num sítio as pessoas deixam-se ficar, no outro estão tão ocupadas que nem se apercebem que não é ali que querem estar).

Enfim...

Um abração bem grande de Portugal, obrigado pelo vosso acolhimento!! E não se deixem confundir com esse pessoal aí de Amsterdão, que o Brasil não é o país frio do Cannabis, mas da quente paixão, da paixão de viver, e de viver o Amor!!!

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