Citações escolhidas:

 

“A aceitação, negação e convicção impedem o entendimento. Deixa a tua mente mover-se em conjunto com o outro, entendendo com sensibilidade. Haverá então a possibilidade de comunicação real. Para uma compreensão recíproca, tem de haver um estado de consciência absoluta (choiceless awareness), onde não há qualquer sentido de comparação ou condenação, nem esperar por um maior desenvolvimento da discussão de modo a concordar ou discordar. Acima de tudo, não partas de uma conclusão.

 

“Acceptance, denial and conviction prevent understanding. Let your mind move together with another’s in understanding with sensitivity. Then, there is a possibility of real communication. To understand one another, there must be a state of choiceless awareness where there is no sense of comparison or condemnation, no waiting for a further development of discussion in order to agree or disagree. Above all, don’t start from a conclusion.” Bruce Lee, The Tao of Jeet Kune Do, p.19

 

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(O meu comentário)

 

Esta é a minha ideia: afirmo que... Mas ao afirmar que o céu é azul, nego que também seja preto, laranja e muitas outras cores. Como definir o amor? Será um acto de dependência, de dádiva, de altruismo, de companhia, de presença, será todas estas coisas, nenhuma delas, tudo ao mesmo tempo? Damo-nos conta dos limites da razão, do preço que custa afirmar, comprometer-se com algo:

 

“O que quer que digamos só é válido num certo contexto, de um certo ponto de vista.” Estou certo ou errado? Ou será que não há verdades absolutas a partir de um certo ponto de vista, mas que elas existem a partir de outro? E o que é que isso provaria? Que a razão não nos conduz a lado nenhum? Ou pelo contrário, que ela nos conduz onde quisermos? E, em todo o caso, quem a conduz? Como conhecer o mapa sem que ele tenha sido explicitado/posto em palavras?

 

A consciência absoluta, da não afirmação, não negação, não convicção, do “entender com sensibilidade”, é essa imagem global do mapa que consiste simplesmente em não afirmar nem negar o que não se conhece: é o que é. (Por isso a lógica é tão poderosa, delimita o possível, mas não se compromete com o real.) É a possibilidade de viajar por onde quisermos, em liberdade, sozinhos ou com quem está ao nosso lado...

 

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"The art of Jeet Kune Do is simply to simplify. It is being oneself; it is reality in its 'isness'. Thus, isness is the meaning - having freedom in its primary sense, not limited by attachments, confinements, partialization, complexities"
( Tao of Jeet June Do, p.12)