----- Original Message -----
From: HELDER VALENTE
To: kung-fu-toa@yahoogroups.com
Sent: Friday, April 11, 2003 2:38 PM
Subject: [kung-fu-toa] anedota


Um sujeito está a visitar uma loja de animais de estimação quando vê um
papagaio sentado num pequeno poleiro. O papagaio não tem pés nem pernas. O
fulano diz, em voz alta:
"O que terá acontecido a este papagaio?"
O papagaio responde:
"Nasci assim. Sou um papagaio defeituoso."
"C'um caraças!", diz o homem. "Pareces ter percebido o que eu disse e
respondido!"
"Percebi tudinho", diz o papagaio. "Acontece que eu sou um papagaio muito
inteligente e instruído."
"Ah, é?!", pergunta o homem, "Então explica-me como é que te consegues
segurar no poleiro se não tens pés."
"Bom," diz o papagaio, "isso é um bocado embaraçoso, mas, já que perguntas,
eu enrolo a minha pilinha no poleiro como se fosse um pequeno gancho. Não a
vês porque as penas a tapam."
"Puxa!", diz o homem, "realmente percebes e falas português!!"
"Na verdade eu falo também espanhol e inglês e posso conversar com
competência acerca de quase qualquer assunto; política, religião, desporto,
física, filosofia. Sou especialmente bom em ornitologia. Devias mesmo
comprar-me. Eu seria uma companhia bestial."
O sujeito olha para a etiqueta do preço e vê 300 euros. "Desculpa, mas és
simplesmente demasiado caro para mim."
"Psssst!", diz o papagaio, "Eu sou defeituoso, portanto a verdade é que
ninguém me quer; provavelmente podes comprar-me por 30 euros, experimenta
fazer uma oferta ao dono da loja". O homem oferece 30 euros e sai da loja
com o papagaio. Passam-se semanas. O papagaio é sensacional.
Tem um grande sentido de humor, é interessante, é um grande compincha,
percebe tudo,
é simpático, sensível.
O homem está extasiado. Um dia ele chega a casa vindo do trabalho e o
papagaio diz-lhe "Psssst!" e com uma asa faz-lhe sinal para ele se chegar.
"Não sei se devia contar-te isto ou não, mas é acerca da tua mulher... e do
carteiro".
"De que estás a falar?", pergunta o homem.
"Quando o carteiro veio hoje, a tua mulher cumprimentou-o à porta vestida
com uma camisa de noite preta e beijou-o apaixonadamente".
"O QUÊ???", o homem exclama, incrédulo.
"E DEPOIS, o que aconteceu?"
"Bom, o carteiro entrou em casa, levantou-lhe a camisa e começou a
beliscá-la", disse o papagaio.
"Meu Deus!", o homem exclama. "E depois o que se seguiu?"
"Bom, ele tirou-lhe a camisa de noite, pôs-se de joelhos e começou a
apalpá-la toda, começando nos seios e lentamente começando a descer..."
"BOM???" pergunta o homem desvairado, "E DEPOIS O QUE ACONTECEU??"
"Isso queria eu saber. Fiquei com tusa e caí do poleiro.

 

 

 

 

-----Original Message-----
From: Pedro Fonseca [mailto:pf@pedro-fonseca.com]
Sent: Saturday, April 12, 2003 11:14 AM
To: kung-fu-toa@yahoogroups.com
Subject: RE: [kung-fu-toa] anedota: só para quem tem pénis

 

Na verdade eu sou um papagaio poliglota, não vos queria contar esta triste história sobre o modo como perdi a minha mais adorada visão, mas penso que possa ser útil pois poliglotas somos todos, e há muitos que também têm pénis. Por isso aí vai:

 

Foi numa manhã de Outono que a conheci, estava nua, vestida apenas com os raios de sol da manhã. Num instante fez-se dia para mim, olhei para ela e vi todo o mundo relançado no seu olhar. Foi então que ela surgiu, vinda do seu sonho mais profundo, menina-mulher, alma pura, perdida e reencontrada, no seu íntimo, a mais plena escuridão, o vácuo mais perfeito, pleno de todas as promessas e todas as esperanças que este mundo pode dar.

 

Foi então que o pénis se ergueu, e por entre as suas pernas, a pele e a carne desfizeram o sonho de uma visão mais profunda. No fim, a satisfação rompia perante os pedaços de pele, e perguntava-me o que estaria ali a fazer, já que tudo não passara de um sonho...

 

Perderam-se as promessas e as esperanças, caí do poleiro, só por causa do meu pénis, que me retirou aquilo que me segurava à visão: a busca pela eternidade.

 

É claro, se isto não me tivesse acontecido, e se não tivesse um galo para me recordar, também não acreditava....

 

Com os melhores cumprimentos,

O papagaio poliglota.

 

PS – moral da história: há sempre um sentido mais profundo, mesmo nas coisas mais triviais: vermos isso só depende de nós.